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Mantega: IPCA menor ajuda flexibilizar política monetária

Por   6 de Junho de 2012

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que o resultado do IPCA de maio dá mais espaço para o governo flexibilizar a política monetária. "(O IPCA) nos dá grau de liberdade para termos política monetária mais flexível", afirmou Mantega ao chegar no Ministério da Fazenda. Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,36 por cento em maio, após alta de 0,64 por cento em abril. O número veio abaixo do esperado.

 

Nos 12 meses encerrados em maio, o IPCA ficou em 4,99 por cento. O Comitê de Política Monetária (Copom) na semana passada reduziu a Selic para 8,50 por cento ao ano, recorde de baixa, e deixou as portas abertas para mais cortes. Na avaliação do ministro, no último mês houve sinais de retomada do crédito e de diminuição dos encargos financeiros. "Houve redução de taxas de juros e aumento do crédito, isso ocorreu em maio e continuará em junho e isso esta estimulando o consumo e o investimento", disse.

 

Ao comentar o resultado da inflação em maio, o ministro disse ainda que espera que o crescimento da economia seja maior no segundo trimestre em comparação ao primeiro trimestre, que registrou crescimento de apenas 0,2 por cento. "Deveremos ter o segundo trimestre com crescimento bem maior do que o primeiro trimestre", afirmou o ministro. Ele disse que o investimento do governo é um dos fatores que estão impulsionando o crescimento nesse trimestre. Mantega disse que o investimento público aumento 30 por cento neste ano em comparação ao ano passado, em um desempenho que inclui as obras de habitação. Também disse que as estatais federais estão ampliando os gastos com investimento e informou que na próxima semana a Petrobras irá lançar um plano de negócios, com dados sobre planos de expansão.

 

Ele disse que o agravamento da crise externa inibiu o empresário brasileiro a investir, mas que esse sentimento está sendo revertido. "Há uma crise forte lá fora que não se resolve e deixa temeroso o setor privado. Estamos mostrando que a economia pode crescer mesmo com a crise e o setor privado começa a se animar", comentou. Como estímulo ao setor privado, ele citou as recentes reduções nos juros das linhas de créditos ofertadas pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). fonte http://br.finance.yahoo.com

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