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Julgamento será retomado na 4a com voto de revisor
Por 21 de Agosto de 2012
Depois de dias de incertezas até mesmo entre os ministros da Corte, ficou definida nesta segunda-feira a sequência com que o Supremo Tribunal Federal julgará a ação penal do chamado mensalão, em uma proposta de capítulos feita pelo relator do processo, Joaquim Barbosa.
A próxima sessão, na quarta-feira, será reservada para o voto do revisor do processo, Ricardo Lewandowski, que não tem limite de tempo para apresentar suas considerações sobre o capítulo três da acusação, que trata sobre supostos desvios de recursos da Câmara dos Deputados e do Banco do Brasil por meio de contratos com agências de publicidade.
A expectativa é que Lewandowski utilize pelo menos duas sessões, como fez o relator.
A ordem dos itens avaliados, que seguem os capítulos da denúncia feita pelo Ministério Público Federal, teve que ser esclarecida por Barbosa a pedido do presidente da Casa, Carlos Ayres Britto, ao final da sessão desta segunda, já que os integrantes da corte manifestaram não saber qual o caminho adotado.
"A divisão por capítulos foi feita em decorrência da minha preocupação com clareza e compreensão por todos. Tudo tem uma lógica", disse Barbosa ao final da sessão.
Na sequência ao voto de Lewandowski, os demais nove ministros da Corte apresentam seus votos sobre o mesmo tema --o suposto desvio de recursos por meio contratos publicitários das empresas ligadas a Marcos Valério, considerado o principal operador do suposto esquema.
Barbosa explicou a jornalistas ao final da sessão que começou por este item por considerar que ele trata da "origem do dinheiro".
"Este é o item maior, mais complicado", disse Barbosa a jornalistas, avaliando que nos demais capítulos ele deve levar menos tempo --utilizou duas sessões inteiras para ler seu voto.
Os próximos capítulos a serem avaliados também seguem as divisões feitas pela denúncia. Após o item três, será avaliado o cinco, que segundo o próprio relator trata de empréstimos bancários. Depois os ministros voltarão ao capítulo quatro, sobre evasão de divisas, passando em seguida para os itens seis, sete e oito.
O último capítulo a ser votado é o item dois, que trata do núcleo político e formação de quadrilha.
"Há uma lógica interna nisso, é muito mais racional", disse Barbosa.
