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Para polícia, donos da Kiss e banda sabiam dos riscos

Por   1 de Fevereiro de 2013

Para a polícia de Santa Maria, os donos da boate Kiss e os dois membros da banda que tocou na madrugada do dia 27, quando o incêndio começou, assumiram o risco de matar. A informação foi dada no final da tarde desta sexta-feira pelo delegado Sandro Meinerz, um dos responsáveis pela investigação.

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"Todas as evidências e provas testemunhais apontam de forma inequívoca de que eles agiram de muitas maneiras, assumindo o risco da produção de um resultado."

Segundo o delegado, mais de 70 testemunhas já foram ouvidas. Pelos depoimentos e pelas provas colhidas no local do incêndio, os proprietários da casa falharam no quesito segurança.

"Sobre a questão do dolo eventual, podemos imputar claramente aos proprietários a falta de segurança, que ficou evidente." De acordo com Meinerz, apenas três extintores de incêndio foram encontrados dentro da boate Kiss.

Além disso, conforme documentação entregue ao Corpo de Bombeiros anteriormente, a boate tinha capacidade para cerca de 640 pessoas. Entretanto, há relatos do sócio Elissandro Sphor, o Kiko, em entrevista a um jornal da cidade, há cerca de seis meses, de que houve circunstâncias em que a casa comportou até duas mil pessoas.

Sobre a responsabilização dos dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, está provado, segundo Meinerz, que o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o técnico de palco Luciano Augusto Bonilha Leão "manusearam indevidamente material que não poderia ter sido utilizado" no local.

"Se eu uso um material que há uma orientação do fabricante e do vendedor, e mesmo assim eu ainda o faço de forma indevida em um local com grande aglomeração de pessoas, evidentemente eu estou assumindo o risco de um resultado", avalia o delegado. E completa: "Se por ventura o evento não tivesse acontecido no fundo, mas na parte da frente, certamente o número de vítimas seria infinitamente maior".

Busca

Na tarde desta sexta-feira, policiais de Santa Maria cumpriram mandado de busca e apreensão no apartamento de Kiko, que permanece internado no hospital Santa Lúcia, na cidade de Cruz Alta, sob custódia.

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